Como a Nova Acrópole Poderia Corrigir Seus Erros e Resgatar sua Credibilidade
Para que este texto seja lido com o máximo de honestidade intelectual, proponho um exercício de imaginação crítica. Imaginemos que o fundador da Nova Acrópole não tenha concebido a instituição a partir de impulsos autoritários, delírios messiânicos ou flertes com ideologias totalitárias disfarçadas de tradição clássica. Imaginemos que sua posterior “moderação” pública não tenha sido apenas uma estratégia de adaptação social, mas uma expressão genuína de revisão ética. Imaginemos, por fim, que os princípios oficialmente proclamados pela Nova Acrópole sejam levados a sério — não apenas como discurso externo, mas como prática interna — e que seus membros realmente acreditem estar comprometidos com eles. A Nova Acrópole gosta de se apresentar como uma escola de filosofia dedicada ao aperfeiçoamento humano, à ética e à construção de um mundo melhor. No entanto, quanto mais se observa sua estrutura interna, seus mecanismos de poder e seus efeitos concretos na vida das pesso...